Durante a "Hora Livre" da sessão de terça-feira (14/08), o vereador Renato Abi-Ramia falou sobre a saúde pública como um problema nacional, trazendo questões da saúde de Nova Friburgo.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Saiba o que Renato Abi-Ramia pensa sobre as 21 cadeiras no Legislativo no próximo ano
Nesse vídeo o vereador Renato Abi-Ramia fala sobre a próxima Câmara com a presença de 21 vereadores. Além disso, o vereador fala também sobre sua opinião contrária a utilização do carro oficial da Câmara dos Vereadores.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Renato Abi-Ramia fala sobre a incorporação do abono na remuneração dos professores do município
Durante a "Hora Livre", da sessão desta terça-feira (07/08), o vereador Renato Abi-Ramia falou sobre o erro ocorrido na incorporação do abono dos professores da rede municipal de Nova Friburgo. Em seu discurso, Renato disse que vai até o Executivo para esclarecer e tentar uma solução para o problema atual. Além disso, o vereador frisou que é preciso que haja uma valorização do funcionalismo público do município.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Renato Abi-Ramia presta contas da sua gestão na secretaria de saúde.
Quando foi convidado pelo Prefeito Sérgio Xavier para assumir a secretaria de saúde – Fundação Municipal de Saúde, logo após o chefe do Executivo ter assumido através de decisão judicial, sabia que só poderia permanecer durante quatro meses e meio, em função da exigência da desincompatibilização. Apesar do tempo curto para a sua permanência e dos inúmeros conselhos recebidos para não aceitar a dificílima missão, o vereador Renato Abi-Ramia não poderia, nas circunstâncias graves do momento, eximir-se à sua responsabilidade como homem público. Assim, preparou-se para fazer uma revolução dentro da saúde na nossa cidade, a principal queixa dos friburguenses.
No dia 23 de maio, o vereador enviou ao prefeito a sua prestação de contas, cujo conteúdo pode ser visto a seguir.
Carta enviado ao Prefeito Sérgio Xavier, em 23 de maio de 2012:
Nova Friburgo, 23 de maio de 2012.
Exmo: Senhor Prefeito Sérgio Xavier
Palácio Barão de Nova Friburgo
Senhor Prefeito,
Cumprimentando-o cordialmente, venho apresentar um relatório sobre a minha gestão na Fundação Municipal de Saúde de Nova Friburgo.
Num primeiro momento, paralelamente às ações de planejamento, tivemos que resolver problemas emergenciais, pois havia falta de médicos no Hospital Municipal Raul Sertã, UPA e Hospital Maternidade de Nova Friburgo, consequentes às sucessivas demissões dos referidos profissionais. Conseguimos deter as saídas com uma gratificação de R$1.000,00 (mil reais) para cada médico do HMRS e HMNF. Detidas as demissões, completamos todas as equipes do HMRS e UPA, com pediatras em plantões diários, pois existiam lacunas em ambas unidades. A rotina da pediatria chegou a ficar com dois médicos e deixamos com oito, completa. Foi ampliada a equipe de ortopedistas da rotina para dez médicos, com cobertura nos plantões da CTU de segunda à sexta-feira e nos fins de semana ficamos com dois sobreavisos da especialidade. Com relação à enfermagem e aos fisioterapeutas, após reuniões sucessivas, foram equiparados aos pisos estaduais das categorias.
Encontramos uma deficiência de 91 técnicos de enfermagem e 40 enfermeiros só no HMRS. Fizemos reformas de enfermarias, do CTI e foi completada a licitação para a UTI pediátrica e está sendo licitado a grande reforma do referido hospital, em
parceria com o Estado, do Programa Somando Forças, no valor de R$4.600.000,00 (quatro milhões e seiscentos mil reais), quando teremos um novo CTI com 20 leitos, UTI pediátrica com 10 leitos (esta última definitiva), construção de um novo Centro Cirúrgico com 5 salas, obedecendo todas as normas exigidas e assim capacitando o nosocômio para a realização de cirurgias de alta complexidade.
Quanto ao HMNF, estão em andamento as obras que estavam paradas há mais de 20 anos, constituídas de um Centro Cirúrgico com duas salas, uma Sala de Curetagem, Central de Esterilização, Unidade Intermediária (com alojamento para os pais), UTI neonatal, duas salas de parto, reforma da fachada, tudo seguindo as normas da ANVISA, que colocará a Maternidade como uma das melhores do Estado do Rio de Janeiro. Concomitantemente, conseguimos trazer a rotina e o protocolo de atendimento do Instituto Fernandes Figueira, que infelizmente ainda não foram implantados.
Nas Policlínicas e Unidades Básicas de Saúde ampliamos no que pudemos as equipes de médicos, contratando psiquiatra, ginecologistas e reinaugurando o ambulatório de cirurgia, anexo ao HMRS. Implantamos o atendimento ambulatorial à psiquiatria e à reumatologia, serviços inexistentes na rede. Reformamos a UBS de São Geraldo, condenada pela Defesa Civil em dezembro de 2011. Fizemos a licitação para a construção da nova UBS do Amparo, que deverá ficar pronta nos próximos meses. Quanto à Estratégia de Saúde da Família, conseguimos dotá-las de médicos em todas as unidades. Quando assumimos, quatro das quinze unidades estavam sem médicos.
Em função da precariedade dos ambulatórios e das deficiências da ESF, realizamos durante o período em que estivemos na FMS, seis mutirões da saúde, totalizando cerca de 3.200 atendimentos.
Apesar de termos dois oftalmologistas na rede, os especialistas limitavam-se a encaminhar pacientes cirúrgicos para fora do domicilio. Fizemos a licitação para equipamentos de oftalmologia, que permitirão o funcionamento pleno, pois nem refração era feita, obrigando os pacientes a procurarem a rede particular.
Também não existia aparelho para prova funcional respiratória, insubstituível para diagnóstico e tratamento em pneumologia e pré-operatório, o que foi licitado antes da minha saída. Assim sendo, doenças de alta prevalência como asma (10% da população), DPOC (5 mil pacientes em Nova Friburgo), doenças intersticiais e outras patologias deixavam de ter atendimentos decentes.
Com relação aos medicamentos, a anulação de quatro licitações programadas para outubro pelo governo anterior, obrigou-nos a fazer uma compra emergencial e um novo processo licitatório foi aberto para suprir toda a rede por um ano. Em março, após a publicação do RENAME 2012, concluímos a padronização geral dos medicamentos e encaminhamos para a publicação. Essa padronização permitirá a regularização do receituário que deverá obedecê-la. Caso o médico necessite, em casos excepcionais (hoje é rotina) de medicamentos fora da lista, deverá fazer uma complexa justificativa completando um formulário elaborado para a finalidade, com a complexidade necessária para impedir abusos e transcrição de receitas de médicos particulares, o que ocorre com frequência, implicando em demandas judiciais continuadas e com grande prejuízo para a FMS. Cremos que dessa forma, aplicando a padronização aprovada pelo Ministério da Saúde e adaptada ao município conseguiremos avançar muito.
Sabendo-se que, “Planejar consiste, basicamente em decidir com antecedência o que será feito para mudar as condições satisfatórias no presente ou evitar que condições adequadas venham a deteriorar-se no futuro.” (Chorny, 1998.). Dessa forma, implementamos ações em quatro meses e meio para reverter a situação caótica encontrada. Para isso, destacamos dois grandes problemas. Em primeiro lugar, contrariando as diretrizes emanadas pela OMS, nosso modelo é hospitalocêntrico, o que acarreta a pletora do HMRS e da UPA e que se deve à ineficiência do sistema ambulatorial e das ações básicas de saúde. O outro grave entrave foi a deterioração e o sucateamento dos recursos humanos da FMS, onde a maioria dos funcionários tem contratos temporários, inclusive cerca de 80% dos médicos, o que torna difícil a gestão.
Para solucionar tais distorções elaboramos um anteprojeto avançado que se encontra no Gabinete há quatro meses, que permitirá uma revolução em nível ambulatorial. Os médicos que atendem os pacientes nas Policlínicas e UBS's ganham brutos R$1.307,00 (mil trezentos e sete reais) e obviamente não atendem um número razoável de usuários e qualquer medida para obrigá-los a aumentar o atendimento será seguida de um pedido demissão imediata e coletiva. Para isso, o nosso anteprojeto permite, após a aprovação pelo Legislativo, de uma gratificação de produtividade que elevará o salário até R$3.500,00 (três mil e quinhentos reais), possibilitando o atendimento de 14 mil consultas/mês, somando-se os médicos do Ministério da Saúde e do Estado. Assim o tempo de espera para a marcação das consultas será de no máximo 30 dias e todos os pacientes serão atendidos dentro desse período. Dessa forma, já implantamos o SISREG em todas as unidades ambulatoriais e na Central, permitindo que as marcações de consultas sejam informatizadas e conseguidas até por telefone com o cartão do SUS. Também precisamos contratar mais 10 médicos nas especialidades de psiquiatria, cardiologia e ginecologia, cuja Lei autorizativa está em vigor e depende da aprovação da gratificação referida, porque nenhum médico aceita trabalhar pelo salário oferecido pelo município.
Além de acabar com as dolorosas e humilhantes filas nas madrugadas frias da nossa cidade, tal projeto irá reduzir significativamente a morbimortalidade, os atendimentos da CTU e da UPA e o tempo de permanência no hospital. Tudo isso, custará no máximo R$250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais) por mês, incluindo os encargos e irá, em curtíssimo prazo, diminuir o número de médicos nos Prontos Socorros.
Ativamos o HIPERDIA, Programa de combate à Hipertensão e o Diabetes, que respectivamente atingem 25 e 8 mil friburguenses, com as rotinas e a padronização dos atendimentos em consonância com as diretrizes das Sociedades de Cardiologia e Diabetologia.
Outrossim, para solução dos problemas de recursos humanos, sabendo-se que estamos impedidos legalmente de novas contratações e só de enfermeiras na ESF faltam seis, o que acarretou a perda dos incentivos às unidades incompletas, procuramos o secretário estadual de saúde Dr. Sérgio Côrtes, que nos aconselhou para a solução definitiva para o HMRS, HMNF, UPA e ESF, a contratação de OS's, cujo anteprojeto, após amplos estudos, foi entregue ao Gabinete desde o início do ano e até agora não foi encaminhado à Câmara Municipal.
Dessa forma, conseguimos em quatro meses e meio fazer mais de que outros fizeram em 10 anos e é necessário a complementação das ações acima citadas, pois após a nossa saída existe clara e inequívoca acomodação, permitindo a demissão sucessiva de profissionais, já comprometendo o atendimento, ensejando matérias televisivas negativas, inclusive na Rede Globo.
É preciso menos tecnicismo e mais sensibilidade aos gestores, pois tememos pela piora progressiva e irreversível do atendimento, caso as medidas propostas por nós não sejam rapidamente implementadas.
Ao ensejo agradecendo a confiança recebida, aproveito a oportunidade para cumprimentá-lo efusivamente.
Atenciosamente,
Vereador Renato Abi-Ramia – PMDB
terça-feira, 31 de julho de 2012
Renato Abi-Ramia no Facebook
Agora você pode acompanhar o trabalho do vereador Renato Abi-Ramia pelo Facebook. Clique no link abaixo e em seguida entre no link "Curtir".
Renato Abi-Ramia é a certeza da honestidade, transparência e competência. Curta você também.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Hepatites Virais: Faça parte desta luta
No dia 28 de julho é o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, a instituição da data foi feita pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a partir de iniciativa e proposta brasileiras, durante Assembleia Mundial da Saúde, realizada em maio de 2010. Desde então, o Ministério da Saúde, por meio do seu Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde, vem cumprindo uma série de metas e ações integradas de prevenção e controle, nos níveis de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), para o enfrentamento das hepatites virais no Brasil.
É necessário lembrar sempre sobre a importância da prevenção e tratamento dessas doenças. Para isso, o Ministério da Saúde vai lançar a campanha: "As hepatites podem estar onde você menos espera”, onde as ações serão voltadas para os jovens até 29 anos de idade, adultos com mais de 40 e populações prioritárias - profissionais de saúde, manicures e tatuadores.
Para os jovens o foco é o estímulo à vacinação contra hepatite B e a adoção de medidas de prevenção para as hepatites B e C. Atualmente, a cobertura vacinal de hepatite B para jovens entre 20 e 29 anos é de cerca de 50%. Nos adultos, além do diagnóstico com estímulo à testagem, a meta é alertar para o fato de a doença oferecer riscos, mesmo sem sintomas aparentes.
Para informar melhor, o blog "Renato Abi-Ramia" pesquisou sobre as doenças e relaciona abaixo algumas das dúvidas mais freqüentes.
O que são hepatites?
Grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, a hepatite é a inflamação do fígado. Pode ser causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. São doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas quando aparecem podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E, esse último mais frequente na África e na Ásia. Milhões de pessoas no Brasil são portadoras dos vírus B ou C e não sabem. Elas correm o risco de as doenças evoluírem (tornarem-se crônicas) e causarem danos mais graves ao fígado como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a hepatite.
A evolução das hepatites varia conforme o tipo de vírus. Os vírus A e E apresentam apenas formas agudas de hepatite (não possuindo potencial para formas crônicas). Isto quer dizer que, após uma hepatite A ou E, o indivíduo pode se recuperar completamente, eliminando o vírus de seu organismo. Por outro lado, as hepatites causadas pelos vírus B, C e D podem apresentar tanto formas agudas, quanto crônicas de infecção, quando a doença persiste no organismo por mais de seis meses.
As hepatites virais são doenças de notificação compulsória, ou seja, cada ocorrência deve ser notificada por um profissional de saúde. Esse registro é importante para mapear os casos de hepatites no país e ajuda a traçar diretrizes de políticas públicas no setor.
Quais são os sintomas?
Em grande parte dos casos, as hepatites virais são doenças silenciosas, o que reforça a necessidade de ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam os vários tipos de hepatites. Geralmente, quando os sintomas aparecem a doença já está em estágio mais avançado. E os mais comuns são:
. Febre;
. Fraqueza;
. Mal-estar;
. Dor abdominal;
. Enjoo/náuseas;
. Vômitos;
. Perda de apetite;
. Urina escura (cor de café);
. Icterícia (olhos e pele amarelados);
. Fezes esbranquiçadas (como massa de vidraceiro).
Tipos de Hepatite:
Hepatite A
A hepatite A é uma doença contagiosa, causada pelo vírus A (VHA) e também conhecida como “hepatite infecciosa”. Sua transmissão é fecal-oral, por contato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus. Geralmente, não apresenta sintomas. Porém, os mais frequentes são: cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Quando surgem, costumam aparecer de 15 a 50 dias após a infecção. Como as hepatites virais são doenças silenciosas, consulte regularmente um médico e faça o teste.
O diagnóstico da doença é realizado por exame de sangue, no qual se procura por anticorpos anti-HAV. Após a confirmação, o profissional de saúde indicará o tratamento mais adequado, de acordo com a saúde do paciente. A doença é totalmente curável quando o portador segue corretamente todas as recomendações médicas. Na maioria dos casos, a hepatite A é uma doença de caráter benigno. Causa insuficiência hepática aguda grave e pode ser fulminante em menos de 1% dos casos.
Previna-se
A melhor forma de se evitar a doença é melhorando as condições de higiene e de saneamento básico, como por exemplo:
- Lavar as mãos após ir ao banheiro, trocar fraldas e antes de comer ou preparar alimentos;
- Lavar bem, com água tratada, clorada ou fervida, os alimentos que são consumidos crus, deixando-os de molho por 30 minutos;
- Cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos, frutos do mar e carne de porco;
- Lavar adequadamente pratos, copos, talheres e mamadeiras;
- Não tomar banho ou brincar perto de valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo de onde haja esgoto a céu aberto;
- Evitar a construção de fossas próximas a poços e nascentes de rios, para não comprometer o lençol d'água que alimenta o poço. Deve-se respeitar, por medidas de segurança, a distância mínima de 15 metros entre o poço e a fossa do tipo seca e de 45 metros, para os demais focos de contaminação, como chiqueiros, estábulos, valões de esgoto, galerias de infiltração e outros;
- Caso haja algum doente com hepatite A em casa, utilizar hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária ao lavar o banheiro;
- No caso de creches, pré-escolas, lanchonetes, restaurantes e instituições fechadas, adotar medidas rigorosas de higiene, tal como a desinfecção de objetos, bancadas e chão utilizando hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária.
Para tratar a água, basta ferver ou colocar duas gotas de hipoclorito de sódio em um litro de água, 30 minutos antes de bebê-la, deixando o recipiente tampado para que o hipoclorito possa agir, tornando a água potável para o consumo. Na ausência de hipoclorito de sódio, pode-se preparar uma solução caseira com uma colher das de sopa de água sanitária a 2,5% (sem alvejante), diluída em um litro de água.
Atualmente, o Sistema Único de Saúde disponibiliza uma vacina específica contra o vírus causador da hepatite A. Mas esta vacina só é recomendada em situações especiais, como em pessoas com outras doenças crônicas no fígado ou que fizeram transplante de medula óssea, por exemplo.
Biologia
O VHA é um vírus de RNA pertencente à família dos Picornavírus.
Hepatite B
Causada pelo vírus B (HBV), a hepatite do tipo B uma doença infecciosa também chamada de soro-homóloga. Como o VHB está presente no sangue, no esperma e no leite materno, a hepatite B é considerada uma doença sexualmente transmissível. Entre as causas de transmissão estão:
- por relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada,
- da mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação,
- ao compartilhar material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos), de higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou de confecção de tatuagem e colocação de piercings,
- por transfusão de sangue contaminado.
A maioria dos casos de hepatite B não apresenta sintomas. Mas, os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Esses sinais costumam aparecer de um a seis meses após a infecção. Como as hepatites virais são doenças silenciosas, consulte regularmente um médico e faça o teste.
A hepatite B pode se desenvolver de duas formas, aguda e crônica. A aguda é quando a infecção tem curta duração. Os profissionais de saúde consideram a forma crônica quando a doença dura mais de seis meses. O risco de a doença tornar-se crônica depende da idade na qual ocorre a infecção. As crianças são as mais afetadas. Naquelas com menos de um ano, esse risco chega a 90%; entre 1 e 5 anos, varia entre 20% e 50%. Em adultos, o índice cai para 5% a 10%.
O diagnóstico da hepatite B é feito por meio de exame de sangue específico. Após o resultado positivo, o médico indicará o tratamento adequado. Além dos medicamentos (quando necessários), indica-se corte no consumo de bebidas alcoólicas pelo período mínimo de seis meses e remédios para aliviar sintomas como vômito e febre.
Previna-se
Evitar a doença é muito fácil. Basta tomar as três doses da vacina, usar camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhar objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings. O preservativo está disponível na rede pública de saúde. Caso não saiba onde retirar a camisinha, ligue para o Disque Saúde (136).
Além disso, toda mulher grávida precisa fazer o pré-natal e os exames para detectar a hepatites, a aids e a sífilis. Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão de mãe para filho. Em caso positivo, é necessário seguir todas as recomendações médicas, inclusive sobre o tipo de parto e amamentação.
Vacina
Atualmente, o Sistema Único de Saúde disponibiliza gratuitamente vacina contra a hepatite B em qualquer posto de saúde. Mas, é necessário:
- ter até 29 anos, 11 meses e 29 dias;
- pertencer ao grupo de maior vulnerabilidade (independentemente da idade) - gestantes, trabalhadores da saúde, bombeiros, policiais, manicures, populações indígenas, doadores de sangue, gays, lésbicas, travestis e transexuais, profissionais do sexo, usuários de drogas, portadores de DST.
A imunização só é efetiva quando se toma as três doses, com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose.
Biologia
O agente causador da doença é um vírus DNA de fita dupla da família Hepadnaviridae.
Hepatite C
Essa hepatite é causada pelo vírus C (VHC), já tendo sido chamada de “hepatite não A não B”. O vírus C, assim como o vírus causador da hepatite B, está presente no sangue. Entre as causas de transmissão estão:
. Transfusão de sangue;
. Compartilhamento de material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos, entre outros), higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou para confecção de tatuagem e colocação de piercings;
. Da mãe infectada para o filho durante a gravidez;
. Sexo sem camisinha com uma pessoa infectada (forma mais rara de infecção).
O surgimento de sintomas em pessoas com hepatite C aguda é muito raro. Entretanto, os que mais aparecem são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Por se tratar de uma doença silenciosa, é importante consultar-se com um médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam todas as formas de hepatite. O diagnóstico precoce da hepatite amplia a eficácia do tratamento.
Quando a reação inflamatória persiste sem melhora por mais de seis meses, comum em 80% dos casos, os profissionais de saúde consideram que a infecção evoluiu para a forma crônica. Quando necessário, o tratamento é complexo e dependerá da realização de exames específicos, como biópsia hepática e exames de biologia molecular. As chances de cura variam de 50 a 80% dos casos.
Previna-se
Não existe vacina contra a hepatite C, mas evitar a doença é muito fácil. Basta não compartilhar seringa, agulha e objetos cortantes com outras pessoas e usar camisinha em todas as relações sexuais. O preservativo está disponível na rede pública de saúde. Caso você não saiba onde retirar a camisinha, ligue para o Disque Saúde (136).
Além disso, toda mulher grávida precisa fazer o pré-natal e os exames para detectar as hepatites, a aids e a sífilis. Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão de mãe para filho. Em caso de resultado positivo, é necessário seguir todas as recomendações médicas, inclusive sobre o tipo de parto e amamentação (fissuras no seio da mãe podem permitir a passagem de sangue).
Biologia
O vírus da hepatite C é constituído por RNA de fita simples e pertence à família Flaviviridae.
Hepatite D
A hepatite D, também chamada de Delta, é causada pelo vírus D (VHD). Mas esse vírus depende da presença do vírus do tipo B para infectar uma pessoa. E sua transmissão, assim como a do vírus B, ocorre:
. por relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada;
. da mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação;
. compartilhamento de material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos, etc), de higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou de confecção de tatuagem e colocação de piercings;
. por transfusão de sangue infectado.
Da mesma forma que as outras hepatites, a do tipo D pode não apresentar sintomas ou sinais discretos da doença. Os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Por isso, consulte regularmente um médico e faça o teste.
A gravidade da doença depende do momento da infecção pelo vírus D. Pode ocorrer ao mesmo tempo em que a contaminação pelo vírus B ou atacar portadores de hepatite B crônica (quando a infecção persiste por mais de seis meses).
Infecção simultânea dos vírus D e B
Na maioria das vezes, manifesta-se da mesma forma que hepatite aguda B. Não há tratamento específico e a recomendação médica consiste em repouso e alimentação leve e proibição do consumo de bebidas alcoólicas por um ano.
Infecção pelo vírus D em portadores do vírus B
Nesses casos, o fígado pode sofrer danos severos, como cirrose ou até mesmo formas fulminantes de hepatite. Pelo caráter grave dessa forma de hepatite, o diagnóstico deve ser feito o mais rápido possível e o tratamento só pode ser indicado por médico especializado. É a principal causa de cirrose hepática em crianças e adultos jovens na região amazônica do Brasil.
Previna-se
Como a hepatite D depende da presença do vírus B para se reproduzir, as formas de evitá-la são as mesmas do tipo B da doença. As principais medidas de proteção são: vacinação contra a hepatite B, uso da camisinha em todas as relações sexuais, não compartilhar de objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings. O preservativo está disponível na rede pública de saúde. Caso não saiba onde retirar a camisinha, ligue para o Disque Saúde (136).
Além disso, toda mulher grávida precisa fazer o pré-natal e os exames para detectar as hepatites, a aids e a sífilis. Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão de mãe para filho. Em caso positivo, é necessário seguir todas as recomendações médicas, inclusive sobre o tipo de parto e amamentação.
Biologia
O vírus da hepatite D, o VHD, é incompleto e precisa do antígeno de superfície HBsAg para se replicar.
Hepatite E
De ocorrência rara no Brasil e comum na Ásia e África, a hepatite do tipo E é uma doença infecciosa viral causada pelo vírus VHE. Sua transmissão é fecal-oral, por contato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus. Como as outras variações da doença, quase não apresenta sintomas. Porém, os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Esses sinais costumam aparecer de 15 a 60 dias após a infecção.
O diagnóstico é realizado por exame de sangue, no qual se procura por anticorpos anti-HEV. Na maioria dos casos, a doença não requer tratamento, sendo proibido o consumo de bebidas alcoólicas, recomendado repouso e dieta pobre em gorduras. A internação só é indicada em pacientes com quadro clínico mais grave, principalmente mulheres grávidas.
Previna-se
A melhor forma de se evitar a doença é melhorando as condições de higiene e de saneamento básico, como por exemplo:
- Lavar as mãos após ir ao banheiro, trocar fraldas e antes de comer ou preparar alimentos;
- Lavar bem, com água tratada, clorada ou fervida, os alimentos que são consumidos crus, deixando-os de molho por 30 minutos;
- Cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos, frutos do mar e carne de porco;
- Lavar adequadamente pratos, copos, talheres e mamadeiras;
- Não tomar banho ou brincar perto de valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo de onde haja esgoto a céu aberto;
- Evitar a construção de fossas próximas a poços e nascentes de rios, para não comprometer o lençol d'água que alimenta o poço. Deve-se respeitar, por medidas de segurança, a distância mínima de 15 metros entre o poço e a fossa do tipo seca e de 45 metros, para os demais focos de contaminação, como chiqueiros, estábulos, valões de esgoto, galerias de infiltração e outros;
- Caso haja algum doente com hepatite A em casa, utilizar hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária ao lavar o banheiro;
- No caso de creches, pré-escolas, lanchonetes, restaurantes e instituições fechadas, adotar medidas rigorosas de higiene, tal como a desinfecção de objetos, bancadas e chão utilizando hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária.
Para tratar a água, basta ferver ou colocar duas gotas de hipoclorito de sódio em um litro de água, 30 minutos antes de bebê-la, deixando o recipiente tampado para que o hipoclorito possa agir, tornando a água potável para o consumo. Na ausência de hipoclorito de sódio, pode-se preparar uma solução caseira com uma colher das de sopa de água sanitária a 2,5% (sem alvejante), diluída em um litro de água.
Biologia
O vírus causador da hepatite E, o VHE, é do tipo RNA e pertence à família Caliciviridae.
Existem vacinas?
Atualmente, existem vacinas para a prevenção das hepatites A e B. O Ministério da Saúde oferece vacina contra a hepatite B nos postos de saúde do SUS e contra a hepatite A nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE). Não existe vacina contra a hepatite C, o que reforça a necessidade de um controle adequado da cadeia de transmissão no domicílio e na comunidade, bem como entre grupos vulneráveis, por meio de políticas de redução de danos.
Vacina contra a hepatite A
A vacina contra a hepatite A não faz parte do calendário nacional de vacinação. O encaminhamento, quando indicado, deverá ser feito pelo médico. No entanto, essa vacina está disponível no CRIE nas seguintes situações:
. hepatopatias crônicas de qualquer etiologia;
. portadores crônicos das hepatites B ou C;
. coagulopatias;
. crianças menores de 13 anos com HIV/aids;
. adultos com HIV/aids que sejam portadores das hepatites B ou C;
. doenças de depósito (doenças genéticas);
. fibrose cística;
. trissomias (como síndrome de Down);
. imunodepressão terapêutica ou por doença imunodepressora;
. candidatos a transplante de órgão sólido, cadastrados em programas de transplantes;
. transplantados de órgão sólido ou de medula óssea;
. doadores de órgão sólido ou de medula óssea, cadastrados em programas de transplantes;
. hemoglobinopatias (doenças do sangue).
Vacina contra a hepatite B
A vacina contra a hepatite B faz parte do calendário de vacinação da criança e do adolescente e está disponível nas salas de vacina do Sistema Único de Saúde (SUS). Ela é indicada para quem tem até 29 anos, 11 meses e 29 dias. Além disso, todo recém-nascido deve receber a primeira dose logo após o nascimento, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida. Se a gestante tiver hepatite B, o recém-nascido deverá receber, além da vacina, a imunoglobulina contra a hepatite B, nas primeiras 12 horas de vida, para evitar a transmissão de mãe para filho. Caso não tenha sido possível iniciar o esquema vacinal na unidade neonatal, recomenda-se a vacinação na primeira visita à unidade pública de saúde.
A oferta dessa vacina estende-se, também, a outros grupos em situações de maior vulnerabilidade, independentemente da faixa etária:
. gestantes, após o primeiro trimestre de gestação;
. trabalhadores da saúde;
. portadores de doenças sexualmente transmissíveis (DST);
. bombeiros, policiais civis, militares e rodoviários;
. carcereiros de delegacia e de penitenciárias;
. coletadores de lixo hospitalar e domiciliar;
. comunicantes sexuais de portadores de hepatite B;
. doadores de sangue;
. homens e mulheres que mantêm relações sexuais com pessoas do mesmo sexo;
. lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais;
. pessoas reclusas (presídios, hospitais psiquiátricos, instituições de menores, forças armadas, entre outras);
. manicures, pedicures e podólogos;
. populações de assentamentos e acampamentos;
. populações indígenas;
. potenciais receptores de múltiplas transfusões de sangue ou politransfundidos;
. profissionais do sexo/prostitutas;
. usuários de drogas injetáveis, inaláveis e pipadas;
. caminhoneiros.
Fonte: Todo o conteúdo do texto foi retirado do Portal da Saúde, do Ministério da Saúde.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
26 de julho: Dia dos Avós
Aos
vovôs e vovós,
"Eternas
figuras humanas que hoje queremos homenagear, contemplando com
carinho os cabelos brancos, o profundo olhar, as rugas na fronte e na
face, sinais da experiência e memória de tantos anos vividos. Que
bom poder formar uma roda para ouvir com atenção os sábios
conselhos, as palavras fartas, indicadoras de novos horizontes em
nossa vida. Queremos tocar e sentir a energia que suas abençoadas
mãos transmitem, e hoje, embora trêmulas, ainda semeiam os frutos
da experiência de vida. Permita-nos, neste momento especial,
acompanhar com ternura seus passos lentos, algumas vezes trôpegos,
mas cheios da sabedoria que a vida lhes ensinou. Queremos abraçá-los
e também aplaudi-los, com muita emoção e ternura, pedindo a Deus
que os abençoe e lhes conserve a saúde. A esperança nos leva a
crer que outros dias lindos acontecerão, pois vocês são frutos da
mais bela obra que Deus
colocou na nossa história."
Feliz dia dos avós!
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